"De algum ponto tínhamos que partir.
E na busca por esse início, lendo e relendo parte da grande repercussão midiática sobre a temida, admirada e incontestável, Lei da Ficha Limpa, encontramos muitas, mas muitas dúvidas, divergências sobre o assunto.
Nem bem ganhou vida e já é alvo de bombardeios. Uma das filhas da Democracia que pela primeira vez parece não ter nascido de inseminação artificial, mas de parto normal e com horas a fio de trabalho constante da mãe gentil, tendo a mão sustentada firmemente pelo seu pai, o Povo; agora é desejo de esquecimento de grande parte da ‘parentada’, doidos para largar a jovem num orfanato qualquer.
“Nunca antes na história deste país” este pai esteve tão presente.
Mesmo depois dos exemplos de seu avô Pasquim, militância forte contra o regime de 64, e de seu pai Impeachment, com a cara pintada na década de 80, precisou, e muito, da ajuda da tia Mídia para criar coragem e entrar com tudo na educação de seus filhos, instaurar o bom senso e lhes apresentar uma rápida lição sobre justiça.
Tia Mídia é muito querida.
Querida por quem quer explicar, denunciar ou simplesmente tumultuar as ‘coisas públicas’. Mas mesmo não sendo lá muito confiável, de uma forma ou de outra, se quis ajudar ou se deu um tiro no pé, tia Mídia abriu o livro de segredos da família Brasil e escancarou ao bel prazer dos nepotistas, das heranças oligárquicas e dos favores inconstitucionais."
Essa breve historinha é a porta de entrada para o debate “Pra fora do tapete” sobre a Lei da Ficha Limpa. Um espaço criado por estudantes de Jornalismo destinado a contextualizar o tema escolhido às representações políticas e partidárias, midiáticas e, principalmente, sociais; pois muito é falado sobre o assunto, mas as informações não estão conectadas a ponto de esclarecer ao cidadão o que significa, de fato, um candidato ter ficha suja ou ficha limpa e os desdobramentos disso.
Primeiramente há quem diga que a democracia não avança em grandes saltos, mas em pequenos passos. Desculpem-nos; mas não vamos nos referir à Lei da Ficha Limpa como um simples “pequeno passo”. Pera, lá! Estamos falando de uma iniciativa da sociedade civil, foram mais de um milhão e 600.000 assinaturas Brasil a fora votando a favor do projeto. Estamos falando do povo no pleno exercício do direito à democracia!
“Oxalá que daqui a algum tempo nós nem precisemos mais dessa lei, ou seja, que as pessoas que não tem boa conduta, não se apresentem mais para as eleições...”, afirmou Alessander Sales, Procurador Regional Eleitoral do Ceará, em uma entrevista
Calma aí... Esse discurso até que soa bem, mas não aparenta eficácia. É o mesmo que uma campanha publicitária dizer em pleno Carnaval: “Não façam sexo com desconhecidos!”, ao invés de “Usem camisinha!”. Traduzindo: se já é difícil contar com a autocensura crítica, construtiva e honesta das pessoas comuns, quiçá dos nossos exemplares candidatos que têm sede de poder, salvo raras exceções. Então, deixaremos a critério dos próprios o direito à eleição?
Denominamo-nos “Equipe Vassoura” e vamos colocar “Pra fora do tapete” tudo o que você quer saber sobre a Lei da Ficha Limpa e seus desdobramentos; produzindo matérias e charges, reunindo conteúdos informativos, dados, entrevistas, artigos, fotos, vídeos e tudo mais que servir como ferramenta de limpeza!
Entre, fique à vontade! Puxe uma cadeira e sente nela, mas levante os pés, porque a vassoura tá passando!
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